Quase 50 anos após polêmica, Sérgio Ricardo é homenageado no Festival Arte Serrinha 2016

Thales de Menezes

Com uma carreira de grandes momentos, o cantor e compositor Sérgio Ricardo, 83, é insistentemente reconhecido por quebrar o violão e arremesá-lo à plateia durante o 3º Festival da Música Brasileira, em 1967, no teatro da TV Record, em São Paulo.

Em noite de fúria, sob vaias, o cantor Sérgio Ricardo quebra violão no Festival da Record de 1967
Em noite de fúria, sob vaias, o cantor Sérgio Ricardo quebra violão no Festival da Record de 1967

Para mostrar muito além desse rompante, a próxima edição do tradicional Festival Arte Serrinha, em Bragança Paulista, de 9 a 31 de julho, vai homenagear Sérgio Ricardo. Serão três eventos com o cantor e também diretor de cinema, entre os dis 21 e 23, incluindo exibição de filmes e um show no Teatro Rural.

O casamento entre cinema e m´sucia na vida dele está presente em trilhas sonoras que fez para clássicos de Glauber Rocha, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” e “Terra nem Transe”.

Sérgio há décadas mantém ativismo político, envolvido em movimentos contra remoção de favelados no Rio.

Mas a vaia em 1967 não teve viés político. O público nos festivais da REcord tinha comportamento de torcida de futebol. No ano em que Edu Lobo, com “Ponteio”, bateu músicas de Chico, Caetano e Gil, a plateia resolveu vaiar o samba “Beto Bom de Bola”, de Sérgio Ricardo não aguentou aquilo, e botou pra quebrar.

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Deu zebra. Se você olhar a parada britânica de álbuns desta semana e não conhecer o número um, “Ride”, não se sinta só. Nem os integrantes do quarteo Catfish and the Bottlemen sabem como seu segundo álbum foi parar ali. De repente, todo mundo resolveu comprar esse representante do bom e velho rock inglês de garagem. É a zebra do ano por lá, como foi o Leicester no futebol.

Em carne e osso. O Prêmio Nacional da Música, no próximo dia 22, no Rio, vai homenagear Gonzaguinha nesta edição.  A coisa irá além da música. O ator Julio ANdrade, que o personificou no cinema, volta a representá-lo em vários momentos da festa de premiação.

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COISA NOVA

 

Sundara Kharma

“A Young Understanding”, Sundara Karma. Enqueça o Coldplay. Se há banda no pop que possa ser relamente o novo U@ é o quarteto Sundara Karma, de REading, Inglaterra. O cantor Oscar Lulu (tão andrógino quanto seu nome) sabe fazer nrock de arena com um pé no indie. São só dois EPs por enquanto, mas promete muito.